New Light: Capítulo 3
Capítulo 3
-Alexander?!!- surpreendeu-se Susan.
" Ou será que é o William?"-
perguntou-se Susan.
Saiu de cima dele e ajudou-o a levantar-se.
" Ai meu Deus! O que eu faço se ele estiver a sangrar? Ou se ficar com amnésia?" - pensou Susan. Talvez exagerando um pouco.
- Estás bem? Não estás ferido, pois não?- perguntou Susan preocupada.
- Estou bem... Ah, és tu.- disse
Alexander com voz rabugenta depois de olhar para a pessoa que tinha caído em cima dele.
Susan começou a apanhar os papéis já que tinha confirmado que o irmão do William estava bem.
- Então? Não vais te desculpar por teres caído em cima de mim?- perguntou Alexander.
Susan terminou primeiro de apanhar os papéis, que colocou novamente numa montanha sob os seus braços, e depois disse numa voz sarcástica:
- Lamento tanto, mas tanto por ter caído em cima de ti. Espero, sinceramente que me perdoe.- lançou- lhe um olhar que parecia mesmo arrependido, ao contrário da voz sarcástica que usara.- Bem, tenho de ir.
Desceu as escadas seguintes muito devagar e não caiu mais nenhuma vez até chegar na sala dos professores.
- Ok, sentem-se todos.- disse a professora de ciências, que era quarta aula do terceiro tempo.
Depois de todos terem se sentado, ela retomou a fala.- Hoje, vamos ter teste surpresa.
Ouviu um coro de reclamações vindo dos alunos, principalmente do William.
- Sem reclamações. E William! Se não te calares agora vais ter zero automático!- ameaçou a professora.
O William calou-se imediatamente, mas continuou inquieto.
Quando ele olhou na direção da Susan, esta sorriu e encolheu os ombros.
William voltou o seu olhar para o irmão, ignorando-a.
Susan ouviu um riso vindo do grupo de raparigas que se sentavam atrás deles.
" Já faz mais de uma semana que ele está a ignorar-me. " , pensou ela enquanto observava a professora. " Se era para me ignorar depois, não valia a pena ter-se tornado meu amigo."
- Atchim!!- fez ela.
A maioria da turma olhou para ela mas apenas uma pessoa, uma rapariga, disse " Saúde" para ela.
-Obrigada.- agradeceu ela, um pouco incomodada.
No dia seguinte ao teste surpresa de ciências, a Susan não foi para a escola. Faltou por dois dias seguidos.
Teve de ficar em casa porque pegou um resfriado.
Ouviu o telemóvel a tocar e atendeu depois de ver quem era.
- Olá, Ma...- foi interrompida por uma torrada de perguntas:
- Olá, Su?! És mesmo tu certo?! Ouvi dizer que não foste à escola. Estás bem? O que é que se passou? Tens certeza absoluta de que estás viva, né?!!- perguntou Mari. Parecia que ia sufocar depois daquela torrente toda de palavras.
- Acalma-te de uma vez por toda, caraças!- disse Susan mais alto do que devia, e logo em seguida teve mais de dez segundos a tossir.
- Vês o que fizeste?- perguntou Mari.- Forçaste demasiado a garganta agora, aguentas.
- E de quem é que achas que foi a culpa?!- perguntou Susan com a voz de quem começava a perder a paciência.
- A culpa é tua, como é óbvio.
- Já vi que não vamos chegar à lado nenhum assim.- concluiu Susan, suspirando.- Então, porque é que não tens ligado estes dias, Mari?- perguntou, mudando de assunto.
- Estava ocupada.- respondeu Mari.
- Com o quê?
- Coisas.- foi a única resposta de Mari antes de ela mudar sorrateiramente de assunto.- Então, o que é que tem acontecido aí nesses dias que estive desligada?
- Bem...- Susan fez uma breve pausa antes de começar o relatório do que aconteceu desde o dia da Cerimónia de Abertura.
Quando terminou ouviu uma pequena pausa vindo da Mari.
- E porque é que esse tal de William está a evitar- te?- perguntou Mari depois de mais de um minuto inteiro de silêncio.
- Não sei.
- Tens de saber. Deves ter alguma coisa a ele que passou-te despercebido.
- Mas não sei, Mari.- disse Susan com um suspiro.- Não faço a menor ideia do porquê dele estar me ignorando.- passou mais alguns segundos de silêncio, em que as duas estavam a pensar, até Susan dizer.- E se eu fiz alguma coisa que me passou despercebido, aí é que eu não vou saber com certeza. Porque passou- me despercebido.
- Tens razão.- concordou Mari.- Mas ter de dizer que as vão ficar ainda mais difíceis para o teu lado.
- Como assim?- perguntou Susan, começando a sentir um nervosismo crescente no estômago.
- O Marco ainda não te deu as novas noticias?
- O Marco?- estranhou Susan.- Não sei do que estás a falar. Desde que me mudei para Belle-Wood que não falo com ele.
- Ah... Então é isso.- disse Mari.
Ouviu alguém tocar a campainha. A mãe dela, Luisa, avisou que iria atender.
- Então é isso o quê, Mari?- perguntou Su, voltando a sua atenção para a amiga.
- Bem, é que o Marco disse- me que ia...
Ouviu a mãe a gritar o seu nome repetidas vezes.
- Desculpa, Mari, tenho de desligar. A minha mãe está a chamar-me. Depois dizes-me o que é que o Marco disse.- e desligou.
Susan levantou-se e foi até à porta, com o pijama e as pantufas.
A porta estava aberta e depois que a mãe a viu, saiu diretamente para a cozinha.
Ficou ainda mais confusa e dirigiu- se mais rapidamente para a porta.
Ficou estupefacta ao ver quem estava diante dela.
- O que estás a fazer aqui?- perguntou ela.
- Não posso?- perguntou William, numa voz mansa.
-Alexander?!!- surpreendeu-se Susan.
" Ou será que é o William?"-
perguntou-se Susan.
Saiu de cima dele e ajudou-o a levantar-se.
" Ai meu Deus! O que eu faço se ele estiver a sangrar? Ou se ficar com amnésia?" - pensou Susan. Talvez exagerando um pouco.
- Estás bem? Não estás ferido, pois não?- perguntou Susan preocupada.
- Estou bem... Ah, és tu.- disse
Alexander com voz rabugenta depois de olhar para a pessoa que tinha caído em cima dele.
Susan começou a apanhar os papéis já que tinha confirmado que o irmão do William estava bem.
- Então? Não vais te desculpar por teres caído em cima de mim?- perguntou Alexander.
Susan terminou primeiro de apanhar os papéis, que colocou novamente numa montanha sob os seus braços, e depois disse numa voz sarcástica:
- Lamento tanto, mas tanto por ter caído em cima de ti. Espero, sinceramente que me perdoe.- lançou- lhe um olhar que parecia mesmo arrependido, ao contrário da voz sarcástica que usara.- Bem, tenho de ir.
Desceu as escadas seguintes muito devagar e não caiu mais nenhuma vez até chegar na sala dos professores.
- Ok, sentem-se todos.- disse a professora de ciências, que era quarta aula do terceiro tempo.
Depois de todos terem se sentado, ela retomou a fala.- Hoje, vamos ter teste surpresa.
Ouviu um coro de reclamações vindo dos alunos, principalmente do William.
- Sem reclamações. E William! Se não te calares agora vais ter zero automático!- ameaçou a professora.
O William calou-se imediatamente, mas continuou inquieto.
Quando ele olhou na direção da Susan, esta sorriu e encolheu os ombros.
William voltou o seu olhar para o irmão, ignorando-a.
Susan ouviu um riso vindo do grupo de raparigas que se sentavam atrás deles.
" Já faz mais de uma semana que ele está a ignorar-me. " , pensou ela enquanto observava a professora. " Se era para me ignorar depois, não valia a pena ter-se tornado meu amigo."
- Atchim!!- fez ela.
A maioria da turma olhou para ela mas apenas uma pessoa, uma rapariga, disse " Saúde" para ela.
-Obrigada.- agradeceu ela, um pouco incomodada.
No dia seguinte ao teste surpresa de ciências, a Susan não foi para a escola. Faltou por dois dias seguidos.
Teve de ficar em casa porque pegou um resfriado.
Ouviu o telemóvel a tocar e atendeu depois de ver quem era.
- Olá, Ma...- foi interrompida por uma torrada de perguntas:
- Olá, Su?! És mesmo tu certo?! Ouvi dizer que não foste à escola. Estás bem? O que é que se passou? Tens certeza absoluta de que estás viva, né?!!- perguntou Mari. Parecia que ia sufocar depois daquela torrente toda de palavras.
- Acalma-te de uma vez por toda, caraças!- disse Susan mais alto do que devia, e logo em seguida teve mais de dez segundos a tossir.
- Vês o que fizeste?- perguntou Mari.- Forçaste demasiado a garganta agora, aguentas.
- E de quem é que achas que foi a culpa?!- perguntou Susan com a voz de quem começava a perder a paciência.
- A culpa é tua, como é óbvio.
- Já vi que não vamos chegar à lado nenhum assim.- concluiu Susan, suspirando.- Então, porque é que não tens ligado estes dias, Mari?- perguntou, mudando de assunto.
- Estava ocupada.- respondeu Mari.
- Com o quê?
- Coisas.- foi a única resposta de Mari antes de ela mudar sorrateiramente de assunto.- Então, o que é que tem acontecido aí nesses dias que estive desligada?
- Bem...- Susan fez uma breve pausa antes de começar o relatório do que aconteceu desde o dia da Cerimónia de Abertura.
Quando terminou ouviu uma pequena pausa vindo da Mari.
- E porque é que esse tal de William está a evitar- te?- perguntou Mari depois de mais de um minuto inteiro de silêncio.
- Não sei.
- Tens de saber. Deves ter alguma coisa a ele que passou-te despercebido.
- Mas não sei, Mari.- disse Susan com um suspiro.- Não faço a menor ideia do porquê dele estar me ignorando.- passou mais alguns segundos de silêncio, em que as duas estavam a pensar, até Susan dizer.- E se eu fiz alguma coisa que me passou despercebido, aí é que eu não vou saber com certeza. Porque passou- me despercebido.
- Tens razão.- concordou Mari.- Mas ter de dizer que as vão ficar ainda mais difíceis para o teu lado.
- Como assim?- perguntou Susan, começando a sentir um nervosismo crescente no estômago.
- O Marco ainda não te deu as novas noticias?
- O Marco?- estranhou Susan.- Não sei do que estás a falar. Desde que me mudei para Belle-Wood que não falo com ele.
- Ah... Então é isso.- disse Mari.
Ouviu alguém tocar a campainha. A mãe dela, Luisa, avisou que iria atender.
- Então é isso o quê, Mari?- perguntou Su, voltando a sua atenção para a amiga.
- Bem, é que o Marco disse- me que ia...
Ouviu a mãe a gritar o seu nome repetidas vezes.
- Desculpa, Mari, tenho de desligar. A minha mãe está a chamar-me. Depois dizes-me o que é que o Marco disse.- e desligou.
Susan levantou-se e foi até à porta, com o pijama e as pantufas.
A porta estava aberta e depois que a mãe a viu, saiu diretamente para a cozinha.
Ficou ainda mais confusa e dirigiu- se mais rapidamente para a porta.
Ficou estupefacta ao ver quem estava diante dela.
- O que estás a fazer aqui?- perguntou ela.
- Não posso?- perguntou William, numa voz mansa.
Comentários
Enviar um comentário