LTC: Capítulo 2
Capítulo 2
No dia seguinte, a turma do Kennan e da Katy teve teste de Francês.
No intervalo, depois do teste, o Kennan não parava de andar às voltas pelo corredor.
- Ou paras com isso de uma por todas ou esmago-te a cabeça!- ameaçou Lean segurando a cabeça dele e fazendo pressão nela.
- Ai! Isso está a doer!- queixou-se Kennan.
- Parás?
- Sim! Sim! Eu paro!
Lean largou a cabeça dele.
- Ainda bem.- disse Lean voltando a sua atenção para o novo livro que estava a ler, diferente do dia anterior.
- Porque é que fizeste isso?!- disse o Kennan acariciando a cabeça dorida.
Quem respondeu à pergunta dele não foi o Lean, mas sim a Lizy:
- Tu chateaste-o.
- Hã?! E essa é razão o suficiente?!- indignou-se Kennan.
Katy começou a rir descontroladamente da cara que o namorado estava a fazer, seguida por Lizy.
- O que é que foi?- perguntou Kennan.
Depois começou a rir junto com elas.
Lean abanou a cabeça e entrou dentro da sala, deixando os outros três com a sua conversa.
- Estranho.- murmurou Lean sentando-se no seu lugar.
- Porque é que andas sempre por aí vestido dessa forma?- perguntou Kennan à Lean que estava a beber chá verde sentado no sofá vestido apenas com uma toalha a envolver a cintura.
- Se tiveres algo contra é só voltares para a tua casa.
- Se eu pudesse voltar, já teria voltado.
- E quando é que a tua irmã vai chegar?- perguntou Lean.
- Não sei. Porquê? Tens planos para hoje?- perguntou Kennan, curioso.
- Sim.
- Com a Lizy?
- Não.
- Então com quem?
- Não te interessa. disse Lean com uma voz que pretendia terminar a conversa por aí.
- Não precisas ficar assim.- disse Kennan, levantando os braços.- Eu estava apenas curioso. Só isso.
- " A curiosidade matou o gato ".- citou Lean.
- Está bem, já entendi! Desculpa por ter perguntado.
- Estás desculpado.- disse Lean regressando a sua voz indiferente. - E quando é que a tua irmã chega.
- Não sei. Espera.- Tirou o telefone que estava no bolso das calças.
Enviou uma mensagem para a irmã perguntando-lhe quando é que ia chegar.
Minutos depois e ele recebia a resposta.
- Ela disse que deve chegar, mais ou menos, daqui à duas horas.- informou Kennan a Lean, lendo a mensagem.
- Está bem.- disse Lean.- Eu saio daqui à uma hora.- avisou Lean.- Quando saíres não te esqueças de avisar a Lucy sobre isso.
- A Lucy? Porquê?- perguntou Kennan.
- Porque sim. Apenas não te esqueças disso.
Levantou-se e pôs o livro em cima da mesinha de vidro que ficava entre os sofás.
- Aonde vais?- perguntou Kennan.
- Tomar banho. Porquê?- respondeu virando-se um pouco para poder olha-lo.
- Mas ainda falta uma hora para saíres, certo?
- Sim. Mas antes disso tenho de fazer algumas chamadas para confirmar.- explicou Lean ao ver a cara de incompreensão que o Kennan estava a fazer.
- Confirmar o quê?
- " A curiosidade...- começou a citar Lean.
- Está bem. Está bem. Já entendi. Não precisas ficar sempre a repetir isso!- interrompeu Kennan.- Vai lá tomar o teu banho.
Por um breve momento Kennan pensou ter visto o Lean a sorrir.
Embora tenha sido por apenas um momento e mesmo não sabendo se tinha mesmo acontecido, por alguma razão o Kennan sorriu também enquanto olhava as costas de Lean avançando(embora o facto de estar vestido apenas com aquela toalha tenha estragado, um pouco, a imagem dele avançando).
Mais de quarenta minutos depois e o Lean estava completamente vestido, com o cabelo apanhado como habitualmente, e despedindo-se da Lucy enquanto fazia festas na cabeça desta.
- Lembras-te do que eu disse?- perguntou mais uma vez ao Kennan.
- Sim, não precisas te preocupar.
- Então, adeus.- disse Lean saindo e fechando a porta atrás de si.
- Pergunto-me aonde ele vai.- disse Kennan à Lucy enquanto a segurava no colo e fazia festinhas na sua cabeça, assim como o Lean.
A gatinha começou a mexer-se e a miar para que o rapaz a soltasse.
- Porque é que com ele funciona e comigo não?- perguntou-se Kennan enquanto coçava a cabeça depois de ter soltado a Lucy ( que já estava fora da sua visão).
Lean estava sentado num banco de um parque qualquer.
Não tinha quase ninguém em volta.
Meia-hora depois ouviu passos caminhando na sua direcção.
Levantou-se e virou-se na direcção em que os passos vinham.
Olhou para o homem que avançava lentamente na sua direcção com ódio inflamável.
O homem vestia um longo casaco preto e usava um chapéu da mesma cor. O rosto dele não estava visível.
- Lean, meu querido Lean.- disse o homem depois de ter chegado ao pé de Lean, abrindo os braços na intenção de abraça-lo.
- Não se aproxime de mim!- avisou Lean, recuando alguns passos.- Não se aproxime!- repetiu quando o homem deu um passo na sua direcção.
- Hã? Mas foste tu que me chamaste aqui, meu querido Lean.- disse o homem fazendo a voz de uma pessoa confusa.
- Não me chame assim! Eu não sou seu.
O homem deu uma gargalhada estrondosa que, se algum pombo estivesse no parque ia levantar voo de imediato.
- Queres ser independente, não queres, meu...
- Eu só o chamei aqui para avisa-lo para que fique longe de mim. Não quero saber do senhor nem das suas idiotices.- interrompeu Lean virando-se para ir embora depois de ter acabado de falar.
- Achas que podes ir embora depois de disseres o que bem entendes? A vida não é assim tão fácil, Lean!- disse o homem segurando o Lean pelo braço e virando-o para que ficassem cara a cara.
- Largue-me!- ordenou Lean.
- Eu vou te perseguir pelo resto da tua vida! E sabes porquê Lean?- perguntou o homem continuando logo em seguida sem esperar resposta.- Porque eu disse que te amava e tu rejeitaste-me. Agora tens de pagar por isso, Lean Jack.
Aproximou a sua cara da Lean, com a intenção de beija-lo.
Lean percebeu a intenção do homem à tempo e cuspiu-lhe nos olhos.
Conseguiu libertar-se graças o breve momento de impacto que o cuspo teve.
Afastou-se do homem à tempo porque este tentava recaptura-lo.
Correu até onde um táxi estava estacionado.
Pouco antes de entrar no táxi ouviu o homem a gritar:
- Vais me pagar muito caro por essa e por todas as outras! Juro que vais te...
Não ouviu o resto porque ficou zangado e fechou a porta.
Disse ao motorista a sua morada e o táxi começou a andar deixando para trás o homem que continuava com os punhos erguidos a gritar alguma coisa.
- " Francamente. Porque é que as coisas sempre acabam assim... Tio?"- perguntou Lean ao seu pensamento.
- O que é que estás a fazer aqui?- perguntou Lean mal saiu do táxi e fechado a porta deste que arrancou logo em seguida.
Kennan levantou-se. Tinha se sentado em frente à porta do Lean.
- Estava à tua espera.- respondeu Kennan com um sorriso.
- Porquê?
- Bem... Eu estava a perguntar-me se poderia jantar contigo hoje.
Lean olhou primeiro para o Kennan de cima à baixo: estava com uma camisa verde e usava umas calças azuis, diferente do que estava a usar antes dele sair, o que significava que ele já tinha ido até a sua própria casa.
- Porque é que não jantas na tua casa?
- A minha irmã não sabe cozinhar.- disse Kennan alto o suficiente para a sua irmã ouvisse.
Logo ouviu-se a voz de uma rapariga à gritar:
- Ou calas a boca ou mato-te!
Lean entrou em casa e deixou a porta aberta para o Kennan entrar.
- Obrigado!
- Por que é que demoraste tanto à chegar?- perguntou Kennan ( que já estava sentado à mesa ) à Lean que estava a finalizar o cozimento do jantar.
- Não te interessa.
- Porque é que dizes sempre isso?
- Porque não tem nada à ver contigo.
Kennan fez cara de burro e baixou as orelhas até o Lean ter servido o jantar: hoje ele tinha cozinhado Boeuf Bourguignon ( um prato francês ).
Lean reparou num estranho brilho vermelho vindo da janela que ficava atrás do Kennan. Levantou-se e foi lá ver o que era.
- Por onde será que eu devo começar?- perguntou Kennan lambendo o lábio superior.
- Acho que deverias começar por chamar os bombeiros. Depois ires buscar um extintor e salvares a tua irmã.- disse Lean com uma voz repentinamente séria.
Kennan olhou para o Lean que abriu mais a cortina para que o Kennan pudesse ver o que estava do outro lado: uma rapariga de cabelos castanhos estava colada à janela do seu quarto com uma cara de pânico; nas outras divisões da casa que eram visíveis podia-se ver o fogo a alastrar-se.
- COMO RAIOS ISSO FOI ACONTECER?- gritou Kennan saindo da casa do Lean às correrias.
No dia seguinte, a turma do Kennan e da Katy teve teste de Francês.
No intervalo, depois do teste, o Kennan não parava de andar às voltas pelo corredor.
- Ou paras com isso de uma por todas ou esmago-te a cabeça!- ameaçou Lean segurando a cabeça dele e fazendo pressão nela.
- Ai! Isso está a doer!- queixou-se Kennan.
- Parás?
- Sim! Sim! Eu paro!
Lean largou a cabeça dele.
- Ainda bem.- disse Lean voltando a sua atenção para o novo livro que estava a ler, diferente do dia anterior.
- Porque é que fizeste isso?!- disse o Kennan acariciando a cabeça dorida.
Quem respondeu à pergunta dele não foi o Lean, mas sim a Lizy:
- Tu chateaste-o.
- Hã?! E essa é razão o suficiente?!- indignou-se Kennan.
Katy começou a rir descontroladamente da cara que o namorado estava a fazer, seguida por Lizy.
- O que é que foi?- perguntou Kennan.
Depois começou a rir junto com elas.
Lean abanou a cabeça e entrou dentro da sala, deixando os outros três com a sua conversa.
- Estranho.- murmurou Lean sentando-se no seu lugar.
- Porque é que andas sempre por aí vestido dessa forma?- perguntou Kennan à Lean que estava a beber chá verde sentado no sofá vestido apenas com uma toalha a envolver a cintura.
- Se tiveres algo contra é só voltares para a tua casa.
- Se eu pudesse voltar, já teria voltado.
- E quando é que a tua irmã vai chegar?- perguntou Lean.
- Não sei. Porquê? Tens planos para hoje?- perguntou Kennan, curioso.
- Sim.
- Com a Lizy?
- Não.
- Então com quem?
- Não te interessa. disse Lean com uma voz que pretendia terminar a conversa por aí.
- Não precisas ficar assim.- disse Kennan, levantando os braços.- Eu estava apenas curioso. Só isso.
- " A curiosidade matou o gato ".- citou Lean.
- Está bem, já entendi! Desculpa por ter perguntado.
- Estás desculpado.- disse Lean regressando a sua voz indiferente. - E quando é que a tua irmã chega.
- Não sei. Espera.- Tirou o telefone que estava no bolso das calças.
Enviou uma mensagem para a irmã perguntando-lhe quando é que ia chegar.
Minutos depois e ele recebia a resposta.
- Ela disse que deve chegar, mais ou menos, daqui à duas horas.- informou Kennan a Lean, lendo a mensagem.
- Está bem.- disse Lean.- Eu saio daqui à uma hora.- avisou Lean.- Quando saíres não te esqueças de avisar a Lucy sobre isso.
- A Lucy? Porquê?- perguntou Kennan.
- Porque sim. Apenas não te esqueças disso.
Levantou-se e pôs o livro em cima da mesinha de vidro que ficava entre os sofás.
- Aonde vais?- perguntou Kennan.
- Tomar banho. Porquê?- respondeu virando-se um pouco para poder olha-lo.
- Mas ainda falta uma hora para saíres, certo?
- Sim. Mas antes disso tenho de fazer algumas chamadas para confirmar.- explicou Lean ao ver a cara de incompreensão que o Kennan estava a fazer.
- Confirmar o quê?
- " A curiosidade...- começou a citar Lean.
- Está bem. Está bem. Já entendi. Não precisas ficar sempre a repetir isso!- interrompeu Kennan.- Vai lá tomar o teu banho.
Por um breve momento Kennan pensou ter visto o Lean a sorrir.
Embora tenha sido por apenas um momento e mesmo não sabendo se tinha mesmo acontecido, por alguma razão o Kennan sorriu também enquanto olhava as costas de Lean avançando
Mais de quarenta minutos depois e o Lean estava completamente vestido, com o cabelo apanhado como habitualmente, e despedindo-se da Lucy enquanto fazia festas na cabeça desta.
- Lembras-te do que eu disse?- perguntou mais uma vez ao Kennan.
- Sim, não precisas te preocupar.
- Então, adeus.- disse Lean saindo e fechando a porta atrás de si.
- Pergunto-me aonde ele vai.- disse Kennan à Lucy enquanto a segurava no colo e fazia festinhas na sua cabeça, assim como o Lean.
A gatinha começou a mexer-se e a miar para que o rapaz a soltasse.
- Porque é que com ele funciona e comigo não?- perguntou-se Kennan enquanto coçava a cabeça depois de ter soltado a Lucy ( que já estava fora da sua visão).
Lean estava sentado num banco de um parque qualquer.
Não tinha quase ninguém em volta.
Meia-hora depois ouviu passos caminhando na sua direcção.
Levantou-se e virou-se na direcção em que os passos vinham.
Olhou para o homem que avançava lentamente na sua direcção com ódio inflamável.
O homem vestia um longo casaco preto e usava um chapéu da mesma cor. O rosto dele não estava visível.
- Lean, meu querido Lean.- disse o homem depois de ter chegado ao pé de Lean, abrindo os braços na intenção de abraça-lo.
- Não se aproxime de mim!- avisou Lean, recuando alguns passos.- Não se aproxime!- repetiu quando o homem deu um passo na sua direcção.
- Hã? Mas foste tu que me chamaste aqui, meu querido Lean.- disse o homem fazendo a voz de uma pessoa confusa.
- Não me chame assim! Eu não sou seu.
O homem deu uma gargalhada estrondosa que, se algum pombo estivesse no parque ia levantar voo de imediato.
- Queres ser independente, não queres, meu...
- Eu só o chamei aqui para avisa-lo para que fique longe de mim. Não quero saber do senhor nem das suas idiotices.- interrompeu Lean virando-se para ir embora depois de ter acabado de falar.
- Achas que podes ir embora depois de disseres o que bem entendes? A vida não é assim tão fácil, Lean!- disse o homem segurando o Lean pelo braço e virando-o para que ficassem cara a cara.
- Largue-me!- ordenou Lean.
- Eu vou te perseguir pelo resto da tua vida! E sabes porquê Lean?- perguntou o homem continuando logo em seguida sem esperar resposta.- Porque eu disse que te amava e tu rejeitaste-me. Agora tens de pagar por isso, Lean Jack.
Aproximou a sua cara da Lean, com a intenção de beija-lo.
Lean percebeu a intenção do homem à tempo e cuspiu-lhe nos olhos.
Conseguiu libertar-se graças o breve momento de impacto que o cuspo teve.
Afastou-se do homem à tempo porque este tentava recaptura-lo.
Correu até onde um táxi estava estacionado.
Pouco antes de entrar no táxi ouviu o homem a gritar:
- Vais me pagar muito caro por essa e por todas as outras! Juro que vais te...
Não ouviu o resto porque ficou zangado e fechou a porta.
Disse ao motorista a sua morada e o táxi começou a andar deixando para trás o homem que continuava com os punhos erguidos a gritar alguma coisa.
- " Francamente. Porque é que as coisas sempre acabam assim... Tio?"- perguntou Lean ao seu pensamento.
- O que é que estás a fazer aqui?- perguntou Lean mal saiu do táxi e fechado a porta deste que arrancou logo em seguida.
Kennan levantou-se. Tinha se sentado em frente à porta do Lean.
- Estava à tua espera.- respondeu Kennan com um sorriso.
- Porquê?
- Bem... Eu estava a perguntar-me se poderia jantar contigo hoje.
Lean olhou primeiro para o Kennan de cima à baixo: estava com uma camisa verde e usava umas calças azuis, diferente do que estava a usar antes dele sair, o que significava que ele já tinha ido até a sua própria casa.
- Porque é que não jantas na tua casa?
- A minha irmã não sabe cozinhar.- disse Kennan alto o suficiente para a sua irmã ouvisse.
Logo ouviu-se a voz de uma rapariga à gritar:
- Ou calas a boca ou mato-te!
Lean entrou em casa e deixou a porta aberta para o Kennan entrar.
- Obrigado!
- Por que é que demoraste tanto à chegar?- perguntou Kennan ( que já estava sentado à mesa ) à Lean que estava a finalizar o cozimento do jantar.
- Não te interessa.
- Porque é que dizes sempre isso?
- Porque não tem nada à ver contigo.
Kennan fez cara de burro e baixou as orelhas até o Lean ter servido o jantar: hoje ele tinha cozinhado Boeuf Bourguignon ( um prato francês ).
Lean reparou num estranho brilho vermelho vindo da janela que ficava atrás do Kennan. Levantou-se e foi lá ver o que era.
- Por onde será que eu devo começar?- perguntou Kennan lambendo o lábio superior.
- Acho que deverias começar por chamar os bombeiros. Depois ires buscar um extintor e salvares a tua irmã.- disse Lean com uma voz repentinamente séria.
Kennan olhou para o Lean que abriu mais a cortina para que o Kennan pudesse ver o que estava do outro lado: uma rapariga de cabelos castanhos estava colada à janela do seu quarto com uma cara de pânico; nas outras divisões da casa que eram visíveis podia-se ver o fogo a alastrar-se.
- COMO RAIOS ISSO FOI ACONTECER?- gritou Kennan saindo da casa do Lean às correrias.
Quem era aquele homem?
ResponderEliminarMeteu me arrepios